terça-feira, 20 de abril de 2010

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Queria eu... poder acordar criança e simplesmente me divertir, não precisar topar com barbáries diárias, com homens e mulheres que parecem bichos maus, que parecem odiar o mundo.

Queria tanto fazer de conta que não havia assistido no Jornal Nacional mais um caso de ladrões roubando um carro e arrastando uma criança estrada a fora. Ver a mãe em lágrimas, dilacerada, dizendo que seu filho só sobreviveu graças a Deus e a solidariedade das pessoas, que correram atrás do carro e se jogaram até conseguir arrancar a cadeirinha que ainda estava presa no cinto. Ver isso tudo e as cenas deste bebê de meses vivo, mas todo esfolado na perna e com o bracinho quebrado, me fez chorar... e desligar a televisão no mesmo instante, e entre lágrimas me perguntar: que mundo é este? Que mundo é este que trago pra dentro do meu lar.
Eu não quero ouvir isso, não quero sentir isso, não quero entender disso, quero ser bitolada sim, azar! Infelizmente ainda não há como filtrar as notícias que quero assistir, mas juro que não quero esse sangue todo espalhado na minha sala.

Queria eu... poder acordar criança e só viver no mundo de faz de conta.

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